Escova progressiva mais ácida é mais prejudicial ao cabelo, afirma estudo

Escrito por Redação

Redação Minha Vida

Em 18/6/2019

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Um estudo realizado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, identificou que alguns produtos usados para fazer escova progressiva são mais ácidos que limão – com pH 2. Por isso, é importante que a formulação dos compostos presentes no procedimento sejam adequados.

De acordo com a pesquisa, a durabilidade do produto depende muito da acidez. Entretanto, essa acidez pode prejudicar a fibra capilar, já que danifica a estrutura interna do fio.

Um mestrado feito pela farmacêutica Alessandra Mari Goshiyama sobre “Avaliação das propriedades das fibras capilares tratadas com alisante ácido com diferentes valores de pH”, avaliou sobre o tema com o objetivo de descobrir se alisantes de pH 1 são mais perigosos para a fibra capilar do que alisantes com pH 2. Vale lembrar que quanto menor for o pH mais ácido ele é.

Assim que a pessoa faz uma progressiva não é possível perceber os danos causados aos fios, porque a escova cria um filme em torno do cabelo que disfarça essa percepção ao olho nu. Por outro lado, o cabelo fica quebradiço e ressecado por dentro – essa percepção pode vir com o tempo.

Durante a pesquisa da farmacêutica, foi constatado que mechas de cabelo tratadas com produtos mais ácidos eram mais lisos. Da mesma forma foi notado que as mesmas mechas também eram mais fracas e fáceis de quebrar.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende atualizar a regulamentação que determina o pH mínimo e as fórmulas permitidos nesses produtos. Além disso, ela proíbe a venda de produtos químicos com pH 1.

O que é a escova progressiva?

A escova progressiva é um método de alisamento e redução do volume dos cabelos, diminuindo também o frizz. Ela é chamada dessa forma porque, a cada vez que se realiza esse procedimento, o cabelo apresenta melhores resultados nesses quesitos.

Inicialmente as escovas progressivas costumavam ter formol, mas como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que os produtos usados nesses procedimentos podem ter no máximo 0,2% deste elemento químico em sua concentração, devido aos riscos para a saúde, hoje ele foi praticamente retirado da fórmula. Para saber mais sobre o procedimento, clique aqui!

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