Infecção intestinal: tratamento inclui dieta especial e ingestão de líquidos

João Ricardo Duda

Escrito por
João Ricardo Duda

Coloproctologia – CRM 22961/PR

Por Especialistas – Em 18/10/2016

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O termo infecção intestinal é traduzido em medicina como uma doença chamada gastroenterite aguda. A gastroenterite pode ser causada por vírus ou bactérias. A diarreia é o sintoma mais importante, e ainda causa muitas mortes em todo o mundo, principalmente em crianças.

As gastroenterites podem ser virais (causadas por vírus) ou bacterianas
(causadas por bactérias), sendo as virais mais prevalentes. A forma de
transmissão e contágio se dá pela via fecal-oral, ou seja, pela
contaminação de alimentos e da água. A infecção induz a má digestão de carboidratos, má absorção de nutrientes e inibição da absorção de água. O
vírus entra nas células intestinais sem destruí-las, mas gerando uma
resposta inflamatória intensa. Já as bactérias causam ulceração e
abscessos na mucosa, induzindo a uma resposta infamatória. Os surtos
tendem a ser sazonais, sendo mais comuns no verão. As crianças são mais
acometidas pelo rotavírus, enquanto nos adultos há uma prevalência do
norovírus.

Quando procurar ajuda médica

Diarreia com sangue, dor severa e febre alta são sinais de alarme. Crianças e idosos são grupos de maior risco.

Diarreia é o sintoma mais comum. Os sintomas que podem estar associados são náuseas, vômitos, perda do apetite, mal estar, febre, dores abdominais e em todo o corpo. Diarreia com sangue é sugestivo de infecção por bactérias. A desidratação é um sinal importante, que deve ser tratado adequadamente com urgência. A gastroenterite viral é autolimitada, durando normalmente até quatro dias. Nas bacterianas, a média é de sete dias, podendo durar até 45 dias, e em alguns casos se faz necessário o uso de antibióticos. Nas infecções causadas por bactérias o início costuma ser mais rápido, às vezes apenas algumas horas após o contato com o alimento contaminado.

É necessário buscar ajuda médica principalmente quando há:

  • Sinais de desidratação
  • Diarreia intensa e grande quantidade de vômitos
  • Baixa capacidade de ingerir água
  • Urinar pouco
  • Perda de peso
  • Sede
  • Taquicardia
  • Pele pegajosa.

Diarreia com sangue, dor severa e febre alta são sinais de alarme.
Crianças e idosos são grupos de maior risco. Um médico sempre poderá
ajudá-lo a contornar os sintomas desagradáveis.

Tratamento foca nos sintomas

A principal medida é corrigir a desidratação, que pode ser via oral ou através da via intravenosa. Há produtos específicos para reidratação oral, apesar de ainda podermos recorrer ao soro caseiro. A dieta própria para a idade deve ser mantida se não houver desidratação, evitando saladas, café, álcool, gordura, fritura e adoçantes com sorbitol. Banana e maçã podem ajudar. Água ou água de coco devem ser ingeridos à vontade. O uso de sintomáticos, como anti-heméticos, antitérmicos e analgésicos (como o parecetamol) podem ser usados. Há benefícios com o uso de probióticos (microorganismos vivos não-patogênicos).

Nas infecções bacterianas mais graves e prolongadas, deve-se lançar mão
dos antibióticos. Hoje há vacina para o Rotavírus indicada para crianças
de até seis meses de idade, no entanto, a melhor forma de prevenção é a
higiene, lavando-se bem as mãos e os alimentos. Pode-se considerar
curado uma vez que os sintomas tenham desaparecido.

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