Hipertensão Pulmonar: como é ter essa doença | Saúde é Vital

hipertensão pulmonar

A hipertensão pulmonar arterial pela perspectiva de quem tem a doença (Ilustração: Pedro Hamdan/SAÚDE é Vital)

A chamada hipertensão arterial pulmonar (HAP) é rara: estima-se que 350 mil pessoas no mundo sofram com ela (10 mil no nosso país). A brasileira Queli Saraiva é uma delas — e contou sua história em homenagem ao 5 de maio, data usada para conscientizar a população sobre essa doença perigosíssima, cuja taxa de mortalidade chega a 43% em cinco anos.

“Os primeiros sintomas que senti foram uma falta de ar forte e cansaço extremo. Ao procurar diversos médicos, cheguei a ser tratada como se tivesse um quadro de estresse”, lembra Queli. “Travei uma longa luta para conseguir o diagnóstico correto. Somente em fevereiro de 2015, quase um ano depois, descobri ter hipertensão arterial pulmonar”, completa.

Queli Saraiva, paciente com hipertensão arterial pulmonar Queli Saraiva, apesar da doença, tem uma vida sem grandes limitações

Queli Saraiva, apesar da doença, tem uma vida sem grandes limitações (Foto: Divulgação/SAÚDE é Vital)

A detecção precoce é realmente um dos grandes desafios desse transtorno. Até por se tratar de uma enfermidade rara, em que os sintomas podem se confundir com o de outras encrencas, muitas vezes a pessoa passa um bom tempo sem saber o que a está afligindo.

O pneumologista Rogério Rufino, médico de Queli e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, ressalta que o sinal inicial geralmente é mesmo a falta de ar, principalmente durante uma atividade física qualquer. Mas o quadro evolui para fadiga extrema, vertigem, pele azulada, dor torácica e por aí vai. Uma vez com a suspeita do mal, o indivíduo passa por uma bateria de exames para confirmar a presença da condição.

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Mas voltemos à história de Queli: “Na época do diagnóstico, estava grávida e tive que abrir mão de um grande sonho da minha vida: amamentar meu recém-nascido. Eu só pude iniciar meu tratamento após o nascimento do meu filho”, diz. O médico Rufino esclarece: “Ficamos preocupados, porque a indicação é a de que mulheres não engravidem. Mas ela e o bebê conseguiram”, comemora.

A boa nova é que o leque de medicamentos contra a HAP está aumentando. Recentemente, uma terapia — a macitentana — foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O remédio me devolveu o fôlego e voltei a realizar atividades do dia a dia, como levar meus filhos na escola, limpar a casa e ir ao médico sozinha”, conta.

“Com tratamento adequado, a sobrevida aumenta. É uma vida com limitações, mas que dá para ser experimentada quase normalmente”, assegura Rufino. O problema, hoje, é obter acesso às drogas mais modernas, bastante caras. Embora o Sistema Único de Saúde ofereça opções que ajudam a retardar a progressão da hipertensão arterial pulmonar, terapias mais modernas ficam de fora — o que acaba incentivando ações na Justiça para obtê-las.

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