Escleroterapia: veja cuidados com a técnica que elimina varizes

Bruno Lima Naves

Escrito por
Bruno Lima Naves

Angiologia – CRM 13800/MG

Por Especialistas – Em 19/10/2016

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A escleroterapia é uma técnica usada para tratamento de varizes, frequentemente feita nos membros inferiores, podendo também ser utilizada em outras áreas. Consiste na administração de um medicamento dentro do vaso doente, criando uma reação inflamatória que fará esse vaso desaparecer lenta e progressivamente.

As varizes são veias dilatadas, tortuosas e que não exercem mais, de forma eficiente, a função de levar o sangue de volta ao coração. Existem três tipos de varizes:

  • Telangectasias: veias muito finas, de cor rosa ou violácea, também conhecidas como teias de aranha, com calibres entre 0,1 e 1 mm
  • Reticulares: maiores que as anteriores, com calibre médio até 4 mm
  • Veias varicosas de grossos calibres, acima de 4 mm.

Geralmente os sintomas são dor, sensação de peso e edema (inchaço) nos membros inferiores.

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Tipos de escleroterapia

A escleroterapia é um procedimento antigo, já bem conhecido do angiologista e cirurgião vascular, que vêm aprimorando cada vez mais o método com o uso de novas tecnologias de resfriamento de pele, agulhas trifacetadas, que permitem a administração do medicamento de forma suave e indolor, entre outras…

Existem diversas maneiras de realizarmos o tratamento por escleroterapia, mas em linhas gerais podemos dividir:

Escleroterapia com substância líquida – É feita através da aplicação de uma injeção com produto esclerosante diretamente nas varizes. A escleroterapia de varizes pode ser realizada com produtos disponíveis no mercado. O angiologista /cirurgião vascular saberá escolher o melhor para cada caso.

Escleroterapia com espuma – Está reservada para casos especiais e consiste em aplicar uma substância esclerosante, em forma de espuma densa, diretamente nas varizes.

Escleroterapia a laser – Em geral, é utilizada em associação com a escleroterapia líquida ou espuma. O laser trata as varizes por meio físico, ou seja, calor, enquanto a escleroterapia líquida ou espuma trata por meio químico, ou seja, por inflamação do vasinho. A escleroterapia a laser não é recomendada para pessoas de pele negra ou muito bronzeadas.

Complicações das varizes   Foto: Atlas de Flebologia (2003)
Complicações das varizes – Foto: Atlas de Flebologia (2003)

A doença varicosa, seja ela de que tamanho for, não pode ser considerada apenas um problema de desarmonia das pernas. Quando não tratadas, as varizes podem desencadear problemas de saúde, como tromboflebites, tromboses venosas e até embolia pulmonar. Além disso, a doença venosa crônica pode, com o passar do tempo, levar a escurecimento, eczema e hemorragias (sangramentos espontâneos) na perna acometida, culminando com a úlcera varicosa, que quase sempre é de difícil tratamento.

Após o tratamento de escleroterapia, o paciente pode retornar às suas atividades habituais, alguns médicos usam faixa ou meia elástica por algumas horas após o procedimento. Ginástica de muito impacto deve ser evitada no dia do procedimento. No dia seguinte, vida normal. Aconselhamos um creme para retirar as pequenas manchas roxas (equimoses) que podem aparecer. Alguns médicos sugerem não tomar sol por uns dias, mas a maioria não faz essa recomendação.

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Mais do que um procedimento estético

A escleroterapia é mais que um tratamento estético, pois pode ser feita em veias de todos os calibres, de acordo com o problema do paciente, com excelentes resultados. É menos invasiva, mas complementa os resultados de uma cirurgia. Normalmente quando atendemos um paciente com varizes, elas podem apresentar diversos estágios, desde telangectasias ou microvasos, que aparecem muito e são feios e por motivos estéticos somos procurados para resolver o problema.

Mas esse mesmo paciente pode ter veias que nutrem esses vasos e devem ser tratadas de forma diferente, até varizes nas safenas ou refluxo em veias profundas, que requerem outros tratamentos. Não basta só eliminar os sintomas, devemos conhecer as causas antes de fazer o tratamento.

Procure sempre um médico

Por esta razão, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) lançou este ano uma campanha de esclarecimento da população sobre a escleroterapia. Somente o angiologista e/ou cirurgião vascular são especialistas na doença varicosa e poderão diagnosticar corretamente o problema. Somente esse profissional saberá, com segurança, qual a melhor técnica a ser empregada em cada caso, e a verdadeira dimensão de suas varizes (elas podem ser um problema maior do que aparentam e requerer tratamento cirúrgico, por exemplo).

Além disso, a anatomia do ser humano é muito complexa e a proximidade de nervos e artérias das veias pode, em pessoas inabilitadas, causar acidentes desastrosos. Por exemplo, se o medicamento para fazer escleroterapia for administrado em uma artéria, podemos ter uma trombose arterial com perigo de perda do membro e até da vida. Embora o método seja aparentemente simples, não está isento de complicações gerais e locais, quando realizado por não especialista, principalmente se ele não for médico.

Entre essas complicações estão: feridas (úlceras de difícil cicatrização), manchas escuras, flebites ou trombose venosa profunda (formação de coágulo em uma veia superficial ou veia profunda).

Pense em sua saúde, e principalmente em sua saúde vascular. Procure manter um peso equilibrado, praticar atividade física regular, não fumar e, se tiver tendência familiar, procure se cuidar o mais precoce possível, pois o resultado no começo é sempre mais fácil e rápido.

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