Comer placenta pode trazer riscos à saúde, indica pesquisa

Escrito por Redação

Redação Minha Vida

Em 17/10/2017

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A prática de ingerir placenta depois de dar à luz conquistou muitas adeptas nos últimos tempos, sendo realizada pela apresentadora e chef de cozinha Bela Gil e também pela socialite Kim Kardashian.

A razão pela qual excutam essa técnica chamada placentofagia é porque ela traria benefícios para o pós-parto. Alguns acreditam que a ingestão da placenta aumenta os seus níveis de nutrição podendo ajudar a melhorar o humor e produção de leite das novas mães.

Contudo, uma recente pesquisa publicada no periódico “American Journal of Obstetrics & Gynecology” descobriu que o ato não traz nada de bom e inclusive pode trazer riscos para saúde da mãe e do bebê.

“A placentofagia é um hábito de mamíferos não-humanos para apagar rastros para predadores, que vão atrás das crias. Essa ação é gerada ainda pela falta de recursos disponíveis aos animais logo após o nascimento do filhote, quando a mãe não pode sair do lado de seu filhote, mas precisa se alimentar. O que não ocorre com grande parte das mulheres no pós-parto”, disse ao Minha Vida o ginecologista e obstetra Cláudio Basbaum.

Saiba mais:

Comer placenta é ineficaz na recuperação da mulher após o parto

Para análise, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, revisaram estudos anteriores sobre as consequências do consumo da placenta. De acordo com os resultados, a ingestão da placenta expõe a mãe a infecções bacterianas, toxinas e hormônios acumulados no órgão, o que também pode impactar a amamentação, afetando o bebê.

“Com o passar da gestação, a placenta vai progressivamente envelhecendo e, com isso, perde suas principais funções. Ela é uma estrutura feita de vasos sanguíneos e funciona como um elemento intercomunicador, permitindo as trocas daquilo o que é produzido pela mãe, levando os nutrientes, ferro, cálcio, proteínas, fatores imunológicos maternos e fazendo trocas de oxigênio e gás carbônico entre mãe e bebê até o nascimento”, comentou Cláudio Basbaum.

Segundo o principal autor do estudo, o professor de obstetrícia clínica e ginecologia Amos Grünebaum, até mesmo nos formatos em cápsula e em pó, mais comuns no mercado, a placenta ainda pode oferecer os riscos. No EUA, encapsular uma placenta custa entre 200 e 400 dólares.

Em junho, um relatório do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos ressaltou os riscos de ingerir placenta sem aquecê-la suficientemente a ponto de matar bactérias presentes. Na ocasião, o órgão trouxe o caso de um bebê que desenvolveu uma infecção bacteriana a partir da contaminação da placenta ingerida pela mãe.

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